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janeiro 08, 2013

novembro 23, 2012

com saudades do calor e silêncio do majestoso Grand Canyon

[ka@Grand Canyon, South Kaibab trail, Maio 2012] 

... escarpas, despidas pela erosão, revelam marcas fortes do passado, num conjunto de estratos geológicos muito particulares (cor, estrutura, composição, origem...) que permitem revisitar cerca de 2 mil milhões de anos de história. uma das teorias propostas para explicar a formação do canyon, o oceano terá existido quando este pedaço de planeta se encontrava algures na linha do Equador, a 4000 km de distância(!), há 200 mil anos atrás. o que hoje nos é dado a conhecer resulta da dinâmica intrínseca do nosso planeta, da tectónica, e é alvo de teorias que merecem exploração na grandeza do Canyon, como a teoria “DUDE: Deposition, Up-lift, Down cutting, Erosion”.


... as culturas índias (tribos Havasupia, Hualapai, Paiute, Navajo e Hop) remontam a milhares de anos de Canyon, e nos últimos séculos cruzam-se perigosamente com a história de europeus e americanos. há lugares remotos aos quais só pode chegar-se por caminhadas de longas horas, ou pelo rio Colorado. para descobrir, histórias de aventureiros, exploradores, índios, políticos, e mineiros que marcaram a paisagem. exemplo particular,  os aventureiros irmãos Kolb que deixaram um testemunho muito importante sobre a vivência do Canyon no início do século XX, justificando uma visita ao Estúdio de fotografia Kolb instalado com vista privilegiada sobre o trilho Bright Angel, onde podem visionar-se filmes registados com técnicas inovadoras para a época e em condições bastante complicadas, como aquelas oferecidas pelos rápidos do rio Colorado. 

... o Canyon tem muitos outros espectadores para além dos humanos: imponentes veados-mula, inúmeros esquilos; corvos perscrutadores; falcões peregrinos e condores (espécie protegida e em pequeno número) a patrulhar e a identificar restos mortais das suas presas; gaios-azul, corvos, e os impressionantes andorinhões em voos de alta velocidade.

... desafia turistas e amantes da natureza. é visitado por cerca de 4 milhões de visitantes anuais, mas a estatística diz que apenas 1 a 5 % dos visitantes desce abaixo da linha do topo. o tempo médio de visita ao parque natural é de cerca de 6h, mas podendo, fica-se muito mais tempo. visitar o Canyon implica percorrer os seus caminhos, descer e subir os trilhos que recortam as encostas dos desfiladeiros em repetidos zig-zag vencendo a variação brusca de elevação, respeitando a imponência e a severidade que a natureza ali nos apresenta. dispondo de mais tempo pode descobrir-se o rio Colorado em caminhadas mais longas, de alguns dias, passando pelos ranchos que apoiam os caminhantes na base do desfiladeiro, outrora pontos de apoio para mineiros e exploradores.
regressa-se com vontade de voltar, trazendo no bolso o silêncio colorido dos desfiladeiros, pontuado com sussurros de vento, e pequenos pedaços de rocha.

[ka@Grand Canyon, South Kaibab trail, Skeleton Point, Maio 2012]

novembro 18, 2012

sonhos [Honeymoon Suite, Suzanne Vega]

não é novidade que Suzanne Vega é uma contadora de histórias nata, com olho para pequenos detalhes. 
sempre adorei esta letra. o contexto, a situação, a fotografia. musicalmente, não é das minhas preferidas. uma candidata a saltar de faixa. se pudesse, dar-lhe-ia outra roupagem completamente diferente.  

no entanto, tendo passado um fim de semana de sonhos nocturnos (não pesadelos) com muitas -muitas mesmo- visitas inesperadas, seguidos de enxaqueca diurna, era impossível não a recordar:


The ceiling had a painting on it / In our room in France 
So we were living underneath / Some angels in a dance 
My husband was not feeling well / And so we went to bed 
He woke up complaining / Of an aching in his head 

He said a hundred people / Had come through our room that night 
That one by one the old and young / Asked if he was all right 
One by one the old and young / Lined up to touch his hand 
He spent the night explaining / They had come to the wrong man 

The concierge was less than helpful / When we asked her the next day 
With coffee and a magazine / We went to the desk to pay 
“What happened in that room?” he asked / “A death or something strange?” 
She smiled at him politely / And returned to him his change 

Well, what I’d like to know / And this will be a mystery 
Is with all the people in that room / Why none appeared to me? 
When we sleep so close together that / Our hair becomes entwined 
I must have missed that moment / In the gateway to his mind

(Nine Objects of Desire, 1996)

Honeymoon Suite by Suzanne Vega on Grooveshark

setembro 10, 2012

cherish [nina simone]


agosto 27, 2012

do ciúme, da posse, e dos patos

(algures num parque da cidade, e ouvido em tom de prazenteira indignação)

-  já não se pode fotografar patos! o meu marido estava a fotografar a fémea e logo veio o pato-macho e não tivesse ele (marido) saltado para trás (o pato) tinha-o atacado...

possível moral da estória:
os patos de parques citadinos são fiéis, possessivos e ciumentos

[Tom Jobim, O Pato]

março 17, 2012

banho de lua ... [Celly Campello]

...ou o que Marcovaldo e família perdem à custa do GNAC:


fevereiro 04, 2012

silk&soul [nina simone]

Cherish


I wish i knew how it would feel to be free...



[HuffPost - blackvoices pop culture, 5 feb 2012]

Maya Angelou: Nina Simone Spoke The Anguish Of Racial Prejudice

With Black History Month in full swing, this month also marks the 79th birthday (February 21) of Nina Simone. In addition to the celebration of Simone's date of birth is the re-launch of her official site, which launched last May under the guidance of her daughter, Simone (Lisa Simone Kelly).
...
Head over to the site on February 8 to view Dr. Maya Angelou's posting in its entirety.


janeiro 19, 2012

janeiro 08, 2012

the gift

[The Gift, Me, Myself and I, Fácil de Entender, 2006]

janeiro 04, 2012

Youkali [Ute Lemper]

a minutos de 2012, um sms transporta-me para a voz de Ute Lemper cantando Les Filles de Bordeaux de Kurt Weill. consequentemente, regressei à voz, que aqui partilho em registo intimista, adequado à hora tardia, através desta bela interpretação do tango Youkali  

[Youkali e Les Filles de Bordeaux, canções da obra Marie Galante de Jacques Deval, musicada por Kurt Weill]

novembro 20, 2011

marlene on the wall [suzanne vega]


[Suzanne Vega, 1985]


outubro 10, 2011

sweet disposition [Temper Trap]

para momentos entre pequenas euforias e pequenas introspecções.


setembro 22, 2011

agosto 12, 2011

dia 12



Though "Do You Remember" is the first chapter released from a short film based to music from Ane’s forthcoming album "It all starts with One", it is the third chapter a the film that houses no fewer than four orchestrated songs, to be premiered in autumn 2011.

(...)

"ONE", as the film is called, is a poetic tapestry incorporating various threads interwoven on several levels, integrating and complimenting Ane’s delicately composed branches between hope, rage and grief.
A heavy period of post-production is now rolling with the other chapters before the film is fully released in the fall.
(...)


agosto 09, 2011

dia 9

19h / 39,5 ºC

temperatura ideal para libertar os aromas quentes de agosto em pleno alentejo. em especial, suspenso, o cheiro das figueiras.

a paisagem de planalto, entrecortada pelos diferentes ramais do grande lago. alguns campos, geométricos, ainda verdes, salpicados ordenadamente por oliveiras; outros, dourados pelo sol mergulhado no restolho.

um silencio cheio: as cigarras, os guizos das cabras, o pastor que dialoga autoritariamente, a meio da encosta, com as suas cabras. fica-se com a sensação que todas têm nome, até as mais jovens.

tudo calmo, à calma. pouco movimento. uma ou outra cabra que consegue pular aos ramos das oliveiras. a erva, seca, nao parece apelativa. o sol que baixa, rápido, no horizonte. perdoa-se-lhe o encandeamento. ainda que quente, parece empurrar uma brisa subtil.

fevereiro 07, 2011

Motofonia [Fernando Mota]


[@Motofonia.wordpress.com]


Motofonia, foi uma fantástica descoberta numa noite fria e húmida de Fevereiro, na Póvoa de Varzim.
Motofonia é uma excelente desculpa para levar os miúdos, os sobrinhos, os graúdos, os nossos próprios sentidos, ao mundo das mãos com arte e engenho, guiados pela perspectiva de um criador de sons e ambientes emoto-visuo-auditivos, com muita acção musical e movimento. mais, Motofonia é uma demonstração do poder criativo do seu autor, e espicaça os presentes a tomar de assalto a tabla rasa em palco ou então a produzir fantásticos sons: é de chegar a casa, assaltar a cozinha e a garagem e a arrecadação, e dar novos usos aos objectos do quotidiano.
Motofonia é obra criativa de Fernando Mota, "compositor, multi-instrumentista, artista sonoro e aprendiz de inventor de instrumentos musicais experimentais".
Motofonia anda a correr o país, e se passar por perto de vós, nada de desperdiçar a oportunidade de apanhar a boleia dos sons. com ou sem miúdos! com miúdos, há também a partilha do "aaahhhhhhhhhh!" de espanto e descoberta, assim como da gargalhada desprendida.

próximas datas: 
27 Fev: Sesimbra – Cine-Teatro João Mota
12 Mar: Alcobaça – Cine-Teatro
19 Mar: Sobral de Monte Agraço – Cine-Teatro
29 Mai: Leiria – Teatro Miguel Franco

Tabla Rasa [Fernando Mota]



amostras sonoras da Tabla Rasa de Fernando Mota nas várias faixas - sugiro a 6 e a 7!
(entre outros instrumentos...)

dezembro 31, 2010

setembro 29, 2010

setembro 06, 2010

Frankie Chavez