o (bo)neco era, em 2007, um gato peludo, mimoso, recatado e tímido. foi recentemente à tosquia. vejam-se as diferenças:
mas não foi uma tosquia cega à personalidade do gato! o styling permitiu manter a sua personalidade de gatarrão de 5 anos, mantendo o seu espírito mimoso, e peludo.
quanto ao recatado e tímido, esqueçam! a operação de styling revelou uma nova atitude e personalidade. o neco marca a sua presença e imponência, é brincalhão, é mimalhão, preguiça qb. mas é um gato libertado!
agosto 08, 2010
agosto 07, 2010
sugestão para a CP
in consideration of all passengers please limit your cell phone usage to one minute ... or less!(Michigan Flyer, numa viagem de cerca de duas horas)
nota: não houve um único telefone a tocar ou vozes a tentarem introduzir-se nos minúsculos microfones dos referidos aparelhitos.
Miolo:
on the road
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agosto 05, 2010
a tecla "G"

uso este teclado praticamente há um ano. não utilizo muito a retro-iluminação. mas com a mosquitada e o calor, é sem dúvida uma ferramenta útil para escrita tardia.
claramente, a tecla G parece ser preterida na azáfgama da escrita - agora imiscuiu-se aqui o g no meio da azáfama - não o apago. a bem escrever, neste texto apenas necessitaria de uma única utilização desta letra. quantas entradas existirão no nosso dicionário com a letra inicial G? qual a fracção da sua utilização?
G
de gaiola, gaveta, graxa, gume, gomo, gargalhada (tem 2!), gengibre (também!), gin, gola-de-tartaruga.....
Miolo:
dispersos
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o esvaziar do copo

gosto particularmente do mergulhador. foi colorido em pleno alentejo, com temperaturas a rondar os trinta e tal graus à sombra do fim de tarde quente e sem qualquer aragem, com aguarelas, ceras e lápis de cor. os outros são obra minha e da inês. notem-se os traços intensos da pintura da inês, que ainda assim respeitou a delimitação das linhas. eu não arrisco muito, apenas nos matizes de cores sobre cores.
que interessa: momentos de paz e satisfação. seria de mais dizer que é um regresso à escola ou à infância, mas é muuuuuuuuuuuuuuito terapêutico. isso posso garantir.
agosto 04, 2010
agosto 03, 2010
dream catcher
mesmo à porta de férias, chega-me em mãos este lindo espanta espíritos do Canadá. e vem bem a propósito. uma pequena benção e energia positiva para um período de descanço e necessário abrandamento.

diz-se que alteram os sonhos: que os sonhos maus, pesadelos, ficam cativos na rede, e que se dissolvem com a luz do dia, enquanto que os bons sonhos atravessam a rede, deslizando pelas penas até à dorminhoca...
vou ter de o mudar de sítio para aproveitar a boleia descendente. ainda assim, faz-me sorrir.

diz-se que alteram os sonhos: que os sonhos maus, pesadelos, ficam cativos na rede, e que se dissolvem com a luz do dia, enquanto que os bons sonhos atravessam a rede, deslizando pelas penas até à dorminhoca...
vou ter de o mudar de sítio para aproveitar a boleia descendente. ainda assim, faz-me sorrir.
Miolo:
dispersos
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junho 23, 2010
junho 11, 2010
10 de junho, com "sabom"
e passou o dia de Portugal! mais um feriado, mais uma ponte - para quem ousou aproveitá-la, chuva, blocos noticiosos entre a desgraça do discurso político - "eu avisei-vos!", dizia o PR - e o suposto optimismo vuvuzelado da bola.
os feriados já chateiam, atrapalham, estragam a agenda. há uma semana inquiria conhecidos sobre o cumprimento da devoção religiosa do Corpo de Deus, enquanto tentava apagar a imagem de uma praia apinhada de cabeças, guarda-sóis, toalhas e banhos... tudo isto à primeira subida de temperatura digna de rótulo veraneante.
pensando bem, deus é majestoso e o sol tinha de brinda-lO com toda a solenidade.
já o 10 de junho esteve à altura do país de tanga... chuv(r)oso, frio, ameaçador...
à falta de condições para praia, aproveita-se para cheirar os restos do Sr de Matosinhos: não é que descobrem-se boas soluções para os problemas da nação, e regressa-se a casa com um sorriso e confiança refeita?!
para o nosso primeiro ministro, que tal um par de pistolas de intimidação para utilizar junto das agências internacionais de rating? só custa 5 Euros, e ninguém vai preso: fáz bolinhas de sabom...
ainda para o nosso primeiro e seu braço DIREITO: umas cestas da fortuna. cada, só dois euróis e meio! com jeito ainda dão a volta ao feirante e conseguem um preço mais em conta para as contas públicas nacionais...

a nós, comuns cidadãos tributados e pagantes, restam-nos mezinhas de outros calibres, sugerindo-se à cabeça uma mancheia de pretos da sorte - quem terá inventado esta? -
5 pretos, 5 euróis... tanto quanto o projector de sabom!
se a sorte não chegar... corre-se atrás do frango e do grilo... para o primeiro, uma magnífica peça de sangramento, o mata-frangos; para o segundo, uma pequena gaiola a fazer lembrar os tempos de criança da palhinha atrás da orelha e dos cacarejados em paisagens alentejanas.
enfim, alimento e distracção.
este é o meu País. quero celebrá-lo com espírito mais positivo. gosto desta terra, e destas gentes.
Miolo:
dispersos,
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junho 08, 2010
de volta, eléctrica, e violeta
...
hanging from chandeliers
same small world at your heels

hanging from chandeliers
same small world at your heels

all the very best of us string ourselves up for love
...
[ka@08_Cadeia da Relação do Porto]
Miolo:
sons
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março 26, 2010
sobre livros...
O livro, para mim, é como uma colher, um machado, uma tesoura, esse tipo de objeto que, uma vez inventado, não muda jamais. Continua o mesmo e é difícil de ser substituído.
[Umberto Eco, em entrevista ao jornal Estado de São Paulo]
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leituras
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fevereiro 28, 2010
teatro dos aloés & carla galvão & público de teatro
a companhia teatro dos aloés esteve no porto, teatro carlos alberto, nas últimas duas semanas. apresentou duas peças escritas recentemente: facas nas galinhas (1995), do escocês David Harrower, e canção do vale (1996), do sul-africano Athol Fugard. teatro humanista. e teatro de sonhos. comum às duas histórias o estímulo que impele a seguir os grandes sonhos que dão sentido à vida. e para além do texto, excelentes encenações, cenografias, produção.
também comum às duas peças, a presença em palco de carla galvão. e que desempenho! não espanta descobrir que carla recebeu recentemente dois prémios (Associação Portuguesa de Críticos, e Prémio Santareno de Teatro - Revelação).
[imagem de facas nas galinhas, ©teatro dos aloés]o único aspecto triste a marcar é a ausência de público na sala do teatro carlos alberto. nas duas sessões que assisti, não eramos mais de 20 no total. talvez tantos quanto a equipa de produção e actores. que se passa? onde anda o público que esgota o teatro nacional são joão quando os grandes nomes** sobem até ao porto? só vai ao teatro ver celebridades? não quer conhecer as celebridades do futuro? pois se gostam de teatro, foi uma pena não encherem também o carlos alberto.
** gosto de Eunice Muñoz, e tenho um fascínio particular pelos livro e peça de teatro "the year of magical thinking" de Joan Didion, mas não consegui ver o trabalho apresentado no tnsj, de tão esgotado que esteve. pergunto-me:
quantos terão sentido vontade de sair?
quantos terão ficado mesmerizados?
quantos terão chegado a casa e tentado ler o livro (já traduzido em portugal)?
quantos terão sentido vontade de sair?
quantos terão ficado mesmerizados?
quantos terão chegado a casa e tentado ler o livro (já traduzido em portugal)?
há algo que não está bem. nada pior do que encenar uma peça e não ter público para vê-la. especialmente quando se trata de um excelente trabalho de grupo.
Miolo:
teatro e dança
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fevereiro 26, 2010
Alan [TUP/António Júlio]
uma boa foto (do TUP) para ilustrar uma boa noite de teatro.
de chegar a casa e trazer todo o Tow Waits existente para nossa companhia.
no Porto, até 28 de Fevereiro, 22h, Fundação José Rodrigues
não perder!
Depois de meses a estudar o músico Tom Waits, as suas composições, letras e personagens, o Teatro Universitário do Porto apresenta "ALAN". ... [TUP]
fevereiro 21, 2010
soprado...
... com muita letra para aqui:
impregna-se como a silhueta de uma árvore possante, despida, na borda da estrada.
impregna-se como a silhueta de uma árvore possante, despida, na borda da estrada.
Miolo:
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janeiro 19, 2010
janeiro 16, 2010
for cat lovers [pedro serrazina]
de Pedro Serrazina com música de Manuel Tentúgal e a voz de Joaquim d'Almeida, o enternecedor
Estória do Gato e da Lua
Miolo:
de mãos com alma,
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cratera em palco... [teatro bruto / valter hugo mãe]
ainda não desisti de valter hugo mãe, apesar da experiência desta noite.
(em voz off: who cares!?!?)
nome da peça: cratera, as crianças com segredos
autor: valter hugo mãe
encenação: Ana Luena
intérpretes: Carlos António, Pedro Mendonça e Sílvia Silva
produção: Teatro Bruto
local: Fundação Escultor José Rodrigues/Fábrica Social, Porto
até: 23 de Janeiro 2010.
não há muito a dizer. dos cerca de 55 minutos gostei da música original de Sérgio Martins e Rui Lima. o resto, trabalho difícil dos actores a partir da adaptação (ou) de um texto de Valter Hugo Mãe pouco sustentado, muito aquém da sinopse apresentada pelo autor, com meia dúzia de lugares comuns, pouco ritmo, limitado nas ideias. expectativas completamente defraudadas. ainda não desisti de encontrar VHM, mas não será por aqui...
sinopse de valter hugo mãe:
A mulher, como belo sexo, suporta também a condenação de o ser, suscitando os mais extremos desejos do homem, por vezes ao limite das coisas, ao limite da morte. O mundo persiste falocrático e a mulher prossegue como adorada e menosprezada ao mesmo tempo.
cratera, as crianças com segredos, propõe uma maneira mais difícil de ver uma mulher. Propõe que ela seja vista através de um homem, um actor que, nada disfarçando-se, é beatriz, a irmã de um estranho miguel que, na ausência dos pais, toma as rédeas da família que resta. miguel diz à irmã que os homens sempre olham para as mulheres como se estas estivessem nuas, e beatriz pensa que melhor seria se fosse também um homem para poder sair livremente à rua, sem perigo. Mas o perigo, aqui, vem de quem se espera cuidado, vem dessa louca e complexa componente do amor, a posse, que, degenerando, facilmente chega ao grotesco e ao desumano.
Esta mulher, que somos obrigados a ver através do corpo de um homem e, por isso, nos custa despir, é uma manifestação simples do desespero de se ser aprisionado por um desejo desequilibrado. É uma mulher no mundo de um homem, como se a existência, em si mesma, fosse domínio dos homens e a eles apenas devesse prestar contas.
Esta mulher, que somos obrigados a ver através do corpo de um homem e, por isso, nos custa despir, é uma manifestação simples do desespero de se ser aprisionado por um desejo desequilibrado. É uma mulher no mundo de um homem, como se a existência, em si mesma, fosse domínio dos homens e a eles apenas devesse prestar contas.
Miolo:
teatro e dança
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janeiro 03, 2010
Fernando Lemos: fotografia
a propósito da exposição patente em Famalicão até dia 26 de Fevereiro na Fundação Cupertino de Miranda, deixo dois "rebuçados" para quem ainda não teve tempo de lá dar um "salto": a mostra revisita a obra fotográfica de Fernando Lemos, desenvolvida entre os anos 49-52. a obra transcende a fotografia, e surge naturalmente como mais um capítulo do surrealismo português. não se trata de mero Photoshop analógico de técnicas de exposições múltiplas, mas de estratégias para ...
... rasgar o ofício de ver [*]
terá Fernando Lemos deixado a câmara de lado após esta surpreendente obra?
Fernando Lemos, por ele mesmo:
[*] atribuído a Herberto Helder, no catálogo Fernando Lemos e o Surrealismo
Miolo:
de mãos com alma,
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dezembro 29, 2009
natal bem passado, em repetição quase contínua...
... sobrinha assim o exige!
As Triplets de Belleville, com Champion, Mme Souza (lêr Souzá) e Bruno, de Sylvain Chomet (2003).
Miolo:
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de mãos com alma
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dezembro 14, 2009
dezembro 08, 2009
tic tac hip...noise void
podia estar ali horas. um corredor de fotos de familia a nu, de bebé até à velhice. um afunilado corredor. em curva. a terminar numa sala escura, por sorte vazia. no centro o chamamento do relógio, bancos para a contemplação. silêncio bem musicado - não com craig armstrong.
a cada detalhe, associações sobre a longevidade, o ritmo, o esforço, a precisão, a estabilidade, a garantia, a manutenção, e a cadência ad aeternum daquele pequeno indivíduo subindo e caíndo no engenhoso pêndulo. coisas da vida.
sim, podia estar ali horas. hipnotizada.
[ka@museu de ciência The Universum, em Bremen, nov09]
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