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dezembro 28, 2012

casa...

... local de acolhimento, aconchego, familiaridade, sussurros,
cumplicidades, chá e bolo de chocolate com nozes ...

[ka@guincho, dez2012]

novembro 18, 2012

sonhos [Honeymoon Suite, Suzanne Vega]

não é novidade que Suzanne Vega é uma contadora de histórias nata, com olho para pequenos detalhes. 
sempre adorei esta letra. o contexto, a situação, a fotografia. musicalmente, não é das minhas preferidas. uma candidata a saltar de faixa. se pudesse, dar-lhe-ia outra roupagem completamente diferente.  

no entanto, tendo passado um fim de semana de sonhos nocturnos (não pesadelos) com muitas -muitas mesmo- visitas inesperadas, seguidos de enxaqueca diurna, era impossível não a recordar:


The ceiling had a painting on it / In our room in France 
So we were living underneath / Some angels in a dance 
My husband was not feeling well / And so we went to bed 
He woke up complaining / Of an aching in his head 

He said a hundred people / Had come through our room that night 
That one by one the old and young / Asked if he was all right 
One by one the old and young / Lined up to touch his hand 
He spent the night explaining / They had come to the wrong man 

The concierge was less than helpful / When we asked her the next day 
With coffee and a magazine / We went to the desk to pay 
“What happened in that room?” he asked / “A death or something strange?” 
She smiled at him politely / And returned to him his change 

Well, what I’d like to know / And this will be a mystery 
Is with all the people in that room / Why none appeared to me? 
When we sleep so close together that / Our hair becomes entwined 
I must have missed that moment / In the gateway to his mind

(Nine Objects of Desire, 1996)

Honeymoon Suite by Suzanne Vega on Grooveshark

novembro 04, 2011

rapaz ou rapariga?

bem... rapariga/menina/moça já há uma. gosta de cor de rosa e de "berlicoques" brilhantes. dizem-me que é normal para a idade, que depois estas coisas desaparecem. como se fosse necessário o excesso para dar espaço ao razoável. não sei, tenho as minhas dúvidas. sempre privilegiei o prático ao estético, sempre preferi calcorrear uma cidade inteira a ficar com o passo preso por uma saia ou um salto enfiado na calçada...descer perigosamente uma estrada inclinada em duas rodas com o alcatrão a ameaçar a ganga, a passear as duas rodas pelo passeio aprumado, de sandália com o dedo grande do pé a espreitar o paralelo...
quanto a rapaz/menino/moço não tenho qualquer experiência, a não ser um primo, aliás, quase dois primos. mas até me parece que um pikeno é capaz de encontrar mais afinidades com uma tia meio esgrouviada. tendo dito isto, não é que me possa queixar da sobrinha-mais-que-tudo. :) venha daí um rapaz, então!

fevereiro 27, 2011

cadê as nossas cidinhas?

(chega-me tarde, mas vale a pena ver como o silêncio se instala aqui...)


setembro 19, 2010

setembro...





 o verão já partiu pela linha do horizonte. fica-nos a luminosidade de setembro, tons dourado muito esbatidos, sombras fortes e saudosas. cheiros de mar mais intensos com piados de gaivota  reconquistam a costa, enquanto as mãos, em braços recobertos de algodão branco, reencontram nos bolsos pequenas pedras ou mensagens escritas perdidas. 

não faço a despedida ao verão. eu nunca me despeço. adeus pertence à classe das minhas palavras proibidas, assim como despedir pertence à classe dos verbos proibidos. guardo os óculos no bolso para que se possa cumprimentar o vento. voltarão ao rosto, ampliando os olhos e a inquietação. 

não há tempo para um adeus. apenas a espera pelo outono que chegará breve, vestido a cores fortes. virão o aconchego das lãs, o fresco no rosto, os cabelos molhados.

saudade é a palavra que cobre completamente adeus e despedida.
outono, quando chegas?

[ka07@porto]

agosto 05, 2010

a tecla "G"


uso este teclado praticamente há um ano. não utilizo muito a retro-iluminação. mas com a mosquitada e o calor, é sem dúvida uma ferramenta útil para escrita tardia.

claramente, a tecla G parece ser preterida na azáfgama da escrita - agora imiscuiu-se aqui o g no meio da azáfama - não o apago. a bem escrever, neste texto apenas necessitaria de uma única utilização desta letra. quantas entradas existirão no nosso dicionário com a letra inicial G? qual a fracção da sua utilização?

G
de gaiola, gaveta, graxa, gume, gomo, gargalhada (tem 2!), gengibre (também!), gin, gola-de-tartaruga.....

agosto 03, 2010

dream catcher

mesmo à porta de férias, chega-me em mãos este lindo espanta espíritos do Canadá. e vem bem a propósito. uma pequena benção e energia positiva para um período de descanço e necessário abrandamento.

diz-se que alteram os sonhos: que os sonhos maus, pesadelos, ficam cativos na rede, e que se dissolvem com a luz do dia, enquanto que os bons sonhos atravessam a rede, deslizando pelas penas até à dorminhoca...

vou ter de o mudar de sítio para aproveitar a boleia descendente. ainda assim, faz-me sorrir.

junho 23, 2010

junho 11, 2010

10 de junho, com "sabom"

e passou o dia de Portugal! mais um feriado, mais uma ponte - para quem ousou aproveitá-la, chuva, blocos noticiosos entre a desgraça do discurso político - "eu avisei-vos!", dizia o PR - e o suposto optimismo vuvuzelado da bola.

os feriados já chateiam, atrapalham, estragam a agenda. há uma semana inquiria conhecidos sobre o cumprimento da devoção religiosa do Corpo de Deus, enquanto tentava apagar a imagem de uma praia apinhada de cabeças, guarda-sóis, toalhas e banhos... tudo isto à primeira subida de temperatura digna de rótulo veraneante.

pensando bem, deus é majestoso e o sol tinha de brinda-lO com toda a solenidade.
já o 10 de junho esteve à altura do país de tanga... chuv(r)oso, frio, ameaçador...

à falta de condições para praia, aproveita-se para cheirar os restos do Sr de Matosinhos: não é que descobrem-se boas soluções para os problemas da nação, e regressa-se a casa com um sorriso e confiança refeita?!

para o nosso primeiro ministro, que tal um par de pistolas de intimidação para utilizar junto das agências internacionais de rating? só custa 5 Euros, e ninguém vai preso: fáz bolinhas de sabom...


ainda para o nosso primeiro e seu braço DIREITO: umas cestas da fortuna. cada, só dois euróis e meio! com jeito ainda dão a volta ao feirante e conseguem um preço mais em conta para as contas públicas nacionais...


a nós, comuns cidadãos tributados e pagantes, restam-nos mezinhas de outros calibres, sugerindo-se à cabeça uma mancheia de pretos da sorte - quem terá inventado esta? -
5 pretos, 5 euróis... tanto quanto o projector de sabom!

se a sorte não chegar... corre-se atrás do frango e do grilo... para o primeiro, uma magnífica peça de sangramento, o mata-frangos; para o segundo, uma pequena gaiola a fazer lembrar os tempos de criança da palhinha atrás da orelha e dos cacarejados em paisagens alentejanas.
enfim, alimento e distracção.


este é o meu País. quero celebrá-lo com espírito mais positivo. gosto desta terra, e destas gentes.

janeiro 19, 2010

abraço / hug

finalmente, a física do abraço:

dezembro 08, 2009

tic tac hip...noise void

podia estar ali horas. um corredor de fotos de familia a nu, de bebé até à velhice. um afunilado corredor. em curva. a terminar numa sala escura, por sorte vazia. no centro o chamamento do relógio, bancos para a contemplação. silêncio bem musicado - não com craig armstrong.
a cada detalhe, associações sobre a longevidade, o ritmo, o esforço, a precisão, a estabilidade, a garantia, a manutenção, e a cadência ad aeternum daquele pequeno indivíduo subindo e caíndo no engenhoso pêndulo. coisas da vida.
sim, podia estar ali horas. hipnotizada.


[ka@museu de ciência The Universum, em Bremen, nov09]

novembro 17, 2009

braseiro matinal

cinco graus lá fora - dorme-se fundo desse lado, mas aqui um novo dia começa - queima
imagens roubadas a um discreto amanhecer - de arrancar um sorriso longo - preguiçoso

[ka@Bremen09]

agosto 29, 2009

sobre mimos

há Aquele dia em que assumimos uma certa responsabilidade, caída do nada. um toque de botãozinho interior tão delicado e escondido, certeiro, impossível dizer não, difícil ignorar. como outras decisões ou factos da minha vida, a khalu trouxe consigo um conjunto de momentos hilariantes, ternurentos, teimosias, feitios, gostos, tendências, dificuldades. no dia em que nos conhecemos encontrámos quase instantaneamente um certo equilíbrio e entendimento taisl que, ainda que hajam marcas de unhas em portas que d. gata não gosta de ver fechadas, ou hajam protestos e dentadinhas refilando com alguma falta de atenção, o balanço tem sido muito positivo. esta kasa não seria a mesma sem a sua presença. isto é um facto.
talvez por isso, nestas últimas semanas nunca pensei que a khalu poderia não voltar a casa, ou que quando voltasse não seria ela mesma, com as suas manhas, miados, brincadeiras, refilados e mimos. ela é um mimo e mimamimamima. já em kasa há dias, mas a caminhada ainda vai ser longa até que eu a deixe em paz. agora, várias vezes por dia, tem-me "às pernas". e ela responde. e treme. e reage. e vai recuperando, ao seu ritmo. no fim de cada uma das três vezes de uma hora de atenção dedicada que recebe durante o dia, fica assim, muscularmente cansada, mas um doce, um mimo, um reconforto. depois de tudo isto, quero ver como ambas vamos fazer o desmame de tanto mimo cruzado......

agosto 23, 2009

dedilhados

o meu braço torcendo para te chegar em mimos dedilhados a verde...
[ka@Ponte de Lima_ago09]

agosto 11, 2009

"work" in progress...

[ka@maio 08]
khalu, quando tudo acabar, vou reclamar por publicidade enganosa. as tuas 24h não são iguais às minhas.... vamos! despacha-te!

agosto 03, 2009

almofadinhas


dedos brincando como leques entre teclas brancas e pretas, jogos de "apanhadas". almofadas dos dedos, esborrachadas contra as teclas, num desafio de ritmo, velocidade. e de tudo isto resultar uma mágica articulação de sons, a pressão sob a ponta dos dedos, o gozo de terminar a corrida sem atropelos e com muitos desvarios.


julho 14, 2009

somewhere across ireland

somewhere between dublin, rain, and galway[ka@ie, 07/09]

rain drops cristal clear brush strokes caressing the glass
unveiling images of an imagined hyperform
formless feeling volumeless idea weightless emotion
light and possibly cold
- metal over skin -
cosy and colourful: a huge spontaneous hug
warmth - thoughtfulness - presence - sharing - silence

possibly
aka
k
a
s
a

abril 30, 2009

gata sudoka

se os gatos domésticos escolhem os seus donos tornando-se imediatamente donos dos donos, se herdam ou mimetizam ou têm à partida as mesmas características dos seus anfitriões, se têm ainda a capacidade e/ou virtude de proteger e guardar o espaço por ambos ocupado, se se se...
... então... está justificada a razão que levou a que o sudoku - que me tem acompanhado pelos cantos da casa em tentativas bem sucedidas de esquecer a pilha de pontas soltas para resolver na cabeça e na secretária - tenha aparecido misteriosamente num canto obscuro da casa, no chão: a khalu esteve a tentar dar-me uma mão para resolver o difícil problema do momento. mostrou-me um 6 que desvendou a quase totalidade dos espaços até então indefinidos.

moral da história: tenho uma gata sudoka.

abril 20, 2009

ideias soltas sobre a perda... e outros devaneios

desafio à memória... reavivar de laços... sentimento de saudade... histórias de infância... aprender a ausência... a morte só é dura para os vivos... preencher o vazio... reconquistar espaço... a morte, dura, inclemente, quando se instala através de longa doença, quando o corpo teima em resistir, de tão agarrado ao mundo que se prepara para deixar.

mês de perdas... e o tempo que se escôa velozmente pelos dedos. os nervos à flor da pele. irritação latente. o trabalho, pequenas tormentas constantes sempre a remoer a paciência, até à exaustão. ausência. valorizar pequenos prazeres. identificar pequenos alertas. pequenas insónias. curtas mensagens por enviar.

[20/3 e 20/4]

março 04, 2009

café da manhã...

(passe a publicidade, pacotes de açucar distribuídos pela Torrié)

... acompanhado de mensagens subliminares: