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dezembro 01, 2012

a atitude:

Question Everything
[©Lauren Bauer, on Flickr - basta clicar...]

agosto 21, 2012

porto

não vale a pena comentar, pois não? 

[ka@batalha, porto, ago12]

fevereiro 22, 2012

carnaval, pândegas, ironias e feriados


notar que na mensagem escrita se escreve:
"o CARNAVAL FICA!" e não "os feriados ficam"
 (Foto: Dário Cruz, no Público)
carnaval | s. m. (francês carnaval, do italiano carnevale, de carnelevare, retirar a carne)  
1. Período de festas profanas de origem medieval, compreendido 
entre o dia de Reis e a quarta-feira de Cinzas 
2. Período que compreende os três dias que precedem a Quaresma. = ENTRUDO 
3. Conjunto de brincadeiras e festejos que ocorrem nesses dias
4. Grande divertimento ou festa. = FARRA, FESTIM, FOLGUEDO, FOLIA, PÂNDEGA


entrudo | s. m. (latim introitus, -us, entrada, começo) 
1. Período que compreende os três dias que precedem a Quaresma 
2. Conjunto de brincadeiras e festejos que ocorrem nesses dias 
3. Pessoa vestida ridiculamente 
4. [Portugal: Trás-os-Montes] Indivíduo obeso

quaresma | s. f. (latim quadragesima [dies], quadragésimo dia)  
1. Período de tempo compreendido entre a Quarta-Feira de Cinzas (inclusive) e o Domingo de Páscoa (exclusive)
(...)


feriado | adj.
1. Diz-se do dia em que se suspende o trabalho e as aulas, por prescrição civil ou religiosa.


já há muitos anos que sou defensora da abolição de alguns feriados, ou da sua movimentação no calendário, a fim de tornar a minha (de todos?) produtividade mais fluida. quais os feriados que verdadeiramente são festejados neste país, para além do natal, e ano novo? (feriado+sol+"T>23ºC"=praia) e todos os outros que recordo, não vejo razão para que não possam ser encostados ao fim de semana, sem que com isso se desvirtue a possibilidade de relembrar a nossa história, comemorar, reflectir sobre os diferentes propósitos, religiosos ou civis, de tais eventos.

ainda assim... há sempre uma pequena incongruência, ou ironia legislativa à espreita...

e a ironia é que a abolição de feriados é posta em acção em vésperas de carnaval/entrudo, sendo a abolição em si um verdadeiro entrudo (leia-se o significado 2. em cima), pois que o feriado que não era feriado, ou seja, o carnaval, aquele que era verdadeiramente aproveitado, comemorado e vivido, não viu a sua honra ser promovida (a feriado, entenda-se) nesta revolução legislativa, muito pelo contrário, viu-se alvo de atentado à sua existência, diminuindo-se a capacidade e disponibilidade dos cidadãos usufruirem desta...
  celebração, farra, festim, folguedo, folia, PÂNDEGA (leia-se o significado 4. em cima)

o dicionário da priberam não traz o significado religioso de quaresma (traz os significados vários botânicos), mas, se bem me lembro, é um período de sacrifícios (onde é que já vi isto, fora de contexto religioso?), de retirar a carne (leia-se o significado no topo) - qual carne se retira?  de limpeza, de reflexão, na preparação da chegada da páscoa, a comemoração do homem novo (puro, limpo, libertado) (vejo aqui mais uma série de coincidências desejadamente político-socio-económicas) (desejadas, mas sem data anunciada. como a chegada do Tal. chegar chegar, só a tRoikA chegou...)

ora, mais uma razão para celebrar o carnaval, não? PANDEGAR enquanto se pode (sem grandes gastos, claro, que o tempo não está para aventuras) celebrar, extravasar um pouco de loucura, para ter mais energia para enfrentar a soturnidade e as negatividade do quotidiano rotineiro em que nos querem imergir...

em suma:
fico muito triste com a despromoção total do carnaval. até me admiro com o facto desta medida ser promulgada nesta nossa sociedade consideravelmente dominada por uma moral paternalista e masculina: será que os machos latinos já tomaram consciência que vão deixar de ter desculpa para se colocarem em cima de saltos altos, de meia de lycra, cabeleira e postiços vários, a sua máscara preferida?

junho 24, 2011

fevereiro 26, 2010

Alan [TUP/António Júlio]

uma boa foto (do TUP) para ilustrar uma boa noite de teatro.
de chegar a casa e trazer todo o Tow Waits existente para nossa companhia.

no Porto, até 28 de Fevereiro, 22h, Fundação José Rodrigues

não perder!


Depois de meses a estudar o músico Tom Waits, as suas composições, letras e personagens, o Teatro Universitário do Porto apresenta "ALAN". ... [TUP]


agosto 28, 2009

política portuguesa vista de fora

numa análise - a meu ver - bem resumida da situação política portuguesa actual escreve Jordi Joan Baños este parágrafo:

Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.

julho 09, 2009

Si se puede / Yes we can : perigosamente parecidos!

faz umas semanas passou Our Brand is Crisis, de Rachel Boynton, no Gato Vadio, e infelizmente, pelo tardio da hora, não houve energia e disponibilidade para o colocar a debate.



é inquietante ver a execução prática de todas as teorias manipulativas de opinião pública (política) que normalmente apenas se imagina existirem. ali, estranhamente a crú e de forma assumida, documenta-se o trabalho de uma equipa de estrategas americanos da empresa Greenberg Carville Shrum que consegue levar, em 2002, à Presidência da Bolívia o candidato Gonzalo Sanchez de Lozada, conhecido como Goni, saltando no último "minuto" de um 3º lugar para a vitória. trabalho longo, árduo e muito bem conseguido pelos americanos que assim cumpriram o seu papel. no fim, toda a encenação e planeamento não se extendiam às verdadeiras capacidades de liderança do presidente: a Presidência de Goni revela-se desastrosa, tanto quanto o Documentário o mostra, e termina com nova revolução, que a seu tempo leva Evo Morales à presidência com forte apoio popular.

existem muitas questões no ar, mas constantemente relembro o slogan da campanha de Goni, e o som é-me demasiado semelhante a outro slogan bem mais recente.

si se puede

yes we can

espero sinceramente que desta vez as capacidades de liderança estejam à altura da eficiência dos estrategas (serão os mesmos? a Greenberg Carville Shrum esteve por trás das campanhas de Clinton e Kerry...) e que o desfecho traga resultados bem mais positivos. quer se goste ou não goste, a grande nação americana influencia os destinos políticos e económicos deste planeta...

maio 11, 2009

koyaanisqatsi [Godfrey Reggio]

ko.yaa.nis.qatsi (da língua dos índios Hopi),
n. 1. vida louca.
2. vida tumultuosa.
3. vida em desintegração.
4. vida desequilibrada.
5. um estado de existência que exige outro modo de viver.

o filme, do americano Godfrey Reggio, foi produzido entre os anos de 1975 e 1982, e é o primeiro da trilogia QATSI. flui de ambientes naturais quase intocados pelo homem, de belas imagens fotográficas, numa dança constante e imponente ao ritmo complexo da natureza, para o caos da vida urbana, das rotinas, da industrialização. pela abordagem, tem o seu toque de visionário para as reflexões ambientalistas do século XXI e toca com todo o mérito o visionário sociológico que foi Fritz Lang com o seu Metrópolis. acima de tudo, um bom ponto de partida para reflexão, com a envolvência da banda sonora de Philip Glass.

a oportunidade para ver esta preciosidade foi lançada pelo (sempre) desafiante gato vadio. a ver se por lá se verá o resto da trilogia...

entretanto ficam as profecias Hopi relembradas no filme:
- se escavarmos coisas preciosas da terra, chamaremos o desastre.
- perto do dia da Purificação, haverá teias de aranha prolongando-se de um lado ao outro do céu
- um recipiente de cinzas poderá um dia cair do céu e poderá queimar a terra e agitar os oceanos
[www.koyaanisqatsi.org]





março 31, 2009

our daily bread [N. Geyrhralterm]

AVISO
esta kasca poderá
ferir susceptibilidades

[clicar na imagem para webpage do projecto]

passou recentemente na RTP2, tarde e a boas horas, o documentário de Nikolaus Geyrhralterm Our Daily Bread (O Nosso Ganha-Pão). um documentário para alimentar discussão. filmado como observador anónimo de uma série de processos industrias de produção de alimento, quer animal quer vegetal, mostra uma realidade que deve ser desconhecida à maioria das pessoas. eu não conhecia, embora já me tivessem descrito algumas das "técnicas" aqui filmadas. não há locução, não há mensagem verbalizada. apenas essa viagem silenciosa, a dar espaço para a reacção/interpretação pelo observador.

não quero sugerir a visualização do documentário como uma apologia do vegetarianismo. seria demasiado reducionista. o planeta tem um número suficiente de habitantes para justificar a necessidade destes processos industriais de produção. mas o tratamento dos animais de forma tão insensível não me deixa nada indiferente. e há tanto excesso e desperdício, e vê-se com tanta frequência a desvalorização do produto acabado...
Ficha Técnica: Duração: 92M Realização: Nikolaus Geyrhralterm



março 07, 2009

noticiado na TVI, hoje

[aqui] Polémica no Brasil

igreja católica excomunga menor de 9 anos por abortar de gémeos.

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não sei o que é mais polémico nesta história, tão bem sumarizada nesta frase de rodapé:
- uma menor engravidar com 9 anos?
- uma menor passar por um aborto com 9 anos?
- a igreja católica excomungar uma menor?
- a igreja católica ser cega à realidade de uma menor de 9 anos?
- a obsessão da igreja católica com o aborto?

e o que não está no rodapé:
- que a menor ficou grávida vítima de violação
- que o violador da menor era o seu padrasto
- que a menor era abusada pelo padrasto desde os 6 anos ...
- que a igreja católica parece ser indiferente a tudo isto...

que diferença me faria se, fosse eu menor de 9 anos, fosse excomungada pela igreja católica? que raio de Deus se preocupa mais com o acto de abortar, do que com a integridade física, psicológica, emocional, de uma menor, miúda, de 9 anos, sua pressuposta seguidora? qual o significado, nos dias que correm, da excomungação? não há causas "melhores" para a igreja católica investir as suas energias?

a Polémica, sr. jornalista, não está no Brasil. a polémica devia intitular-se: Excomunhão Polémica!


só por curiosidade, amanhã, dia 8, é dia da Mulher. portanto,
também é dia dessa menor de 9 anos, excomungada pela igreja católica por abortar de gémeos...



janeiro 21, 2009

Há, mas são VERDES...


na minha vida profissional nunca me encontrei em situação de remuneração a recibos verdes. pode dizer-se que tenho sorte. não obstante, não sou insensível à realidade que me rodeia, que contempla as gerações que me são próximas, tanto para baixo, como para cima. se dúvidas ou falta de esclarecimento eu tinha, foram brutalmente tiradas num debate promovido pelo então recém formado FERVE - Fartos dEstes Recibos VErdes. com testemunhos a abarcar funcionários de Estado, pois claro..., pagos a Recibos Verdes. 

é-me claro que as gerações mais novas encontram-se em condições de vínculo laboral muito precárias. pessoas que se esfalfam durante as 24h do dia para chegar ao fim do mês e conseguir pagar as contas. tempo? só para sobreviver?! há aqui qualquer coisa de profundamente errado...

assim, vou fazendo o que posso para tentar fomentar alguma mudança.

está aberta a recolha de assinaturas para a petição Há... mas são verdes! 
vamos lá forçar a discussão e as mudanças... AssinemoS!


da petição:

(...) O recibo verde tem servido quase exclusivamente para a contratação de trabalhadores efectivos por períodos superiores a um ano que a qualquer momento podem ser dispensados sem qualquer tipo de protecção social.

Existe no nosso país um milhão de portugueses que para trabalhar abdicou de subsidio de férias, de subsidio de Natal, de assistência na doença, que vive sem perspectiva de reforma.

Acresce a esta realidade o facto de nunca ter existido na nossa História uma geração tão qualificada. Nunca existiram em Portugal tantos licenciados, tantos pós graduados, tantos mestres, tantos doutorados.

A ausência de condições mínimas de protecção social inerente ao regime de contrato de prestação de serviços origina, de forma inevitável, a emancipação tardia da Juventude Portuguesa, colocando-a assim de forma continuada sob a dependência dos seus familiares.

Os signatários consideram que a utilização abusiva e desvirtuada do recibo verde , promoveu uma realidade injusta. Num mesmo mercado de emprego, existe quem trabalhe com estabilidade e usufrua de protecção social por uma vida, por outro lado, existe quem trabalhe todos os meses, sem direitos sociais, com um horizonte que termina no dia 28 de cada mês. (...)

janeiro 02, 2009

Palestina, política e religião [#3]

Karen Armstrong é uma autoridade internacional em estudos comparativos sobre religiões. ganhou um TED prize, em 2008. [TED - ideas worth spreading]. é uma mulher de pesquisa profunda. vai à raiz dos temas. conhece bem o contexto religioso no conflito israelo-palestiniano. a sua motivação é de abrangência global.

é latente e pertinente a abertura à sua mensagem.

deixo aqui o vídeo e um pequeno excerto escrito da palestra proferida no TED. um desejo para 2009? que o maior número de pessoas possa ouvir esta palestra até ao fim, e que pense um pouco sobre ela.

citação de Karen Armstrong para os significados primitivos de algumas palavras:
Believe – to love, to prize, to hold dear
Credo – I commit myself




O excerto:

Religion, is about behaving differently (…)
Compassion, the ability to feel with the other.

Compassion (…) is not only the test of religiosity. It is also what will bring us to the presence of what Christians and Muslims call God, or the Divine. It is Compassion, says Buda, that brings you to Nirvana. (…) And in particular, every single one of the major world traditions has highlighted, has put at the core of their tradition, what’s become known as The Golden Rule: first propound by Confucius five centuries before Christ, do not do to others what you would not like them to do to you.
(…)
There is also a great deal of religious illiteracy. All around people now acquaint religious faith with believing things. We call religious people often believers as though that is the main thing that they do. And very often secondary goals get pushed into the first place in place of Compassion and The Golden Rule, because The Golden Rule is difficult!
– sometimes when I’m speaking to congregations about the Compassion, sometimes I see a mutinous expression crossing some of their faces because a lot of religious people prefer to be right rather than compassionate.


I whish that you would help with the creation, launch and propagation of a Charter for Compassion, crafted by a group of inspirational thinkers from the three Abrahamic traditions of Judaism, Christianity and Islam, and based on the fundamental principle of The Golden Rule.

We need to create a movement among all these people I meet im my travels, you probably you meet them too, who want to join up in someway and reclaim their faith, which they feel, as I say, as being hijacked.
We need to empower people to remember the Compassion ethos (…).


[página para o Alliance of Civilizations, patrocinado pelas Nações Unidas: http://www.unaoc.org/]

janeiro 01, 2009

Palestina, século XXI [#2]

mais uma referência para reflexão - as vozes da oposição à estratégia/conflito estão um pouco por todo o lado, inclusivamente dentro da própria comunidade judaica: The Origin of the Palestine-Israel Conflict, published by Jews For Justice In The Middle East [pdf acessível a partir da imagem]:

(...) As the periodic bloodshed continues in the Middle East, the search for an equitable solution must come to grips with the root cause of the conflict. The conventional wisdom is that, even if both sides are at fault, the Palestinians are irrational "terrorists" who have no point of view worth listening to. Our position, however, is that the Palestinians have a real grievance: their homeland for over a thousand years was taken, without their consent and mostly by force, during creation of the state of Israel. And all subsequent crimes - on both sides - inevitably follow from this original injustice.
This paper outlines the history of Palestine to show how this process occurred and what a moral solution to the region's problems should consist of. If you care about the people of the Middle East, Jewish and Arab, you owe it to yourself to read this account of the other side of the historical record.

(...)


As Chomsky writes in his Peace in the Middle East?, "In the American Jewish community, there is little willingness to face the fact that the Palestinian Arabs have suffered a monstrous historical injustice, whatever one may think of the competing claims. Until this is recognized, discussion of the Middle East crisis cannot even begin." In the long run, only by admitting their culpability and making amends can Israelis live with their neighbors in peace. Only then can the centuries-old Jewish tradition of being a people of high moral character be restored. And only in this way can real security, peace and justice come to this ancient land.

Palestina, século XXI [#1]

o conflito israelo-palestiniano está muito documentado na web. em contraste, é pouco divulgado através dos noticiários televisivos (mais preocupados com a carnificina do que nas questões de fundo), e na imprensa escrita os artigos parecem vir moldados de acordo com posições pré-definidas, quer por via dos colunistas, ou das fontes internacionais de onde os artigos são normalmente traduzidos. a questão é muito complexa. com ela aprendi que não me devo manifestar sobre factos cujo contexto me seja desconhecido.

faz cerca de 5 anos que fiz uma pequena pesquisa de informações sobre o conflito, em consequência da leitura (devorada) de uma graphic novel jornalística da autoria de Joe Sacco, intitulada Palestine. esbarrei com mapas da Palestina que me deixaram boquiaberta com a conivência internacional com violações sistemáticas de resoluções internacionais, à boleia de interesses sobre os quais posso apenas especular, à falta de informações concretas.

sugestão de leituras para entender um pouco melhor o contexto desta luta, são os livros de Karen Armstrong, como o A History of God: The 4,000-Year Quest of Judaism, Christianity and Islam e, na linha do conlúio internacional, a obra de Noam Chomsky, como por exemplo o primeiro capítulo do What Uncle Sam Really Wants.

ficam então os mapas, com ligações para as respectivas fontes.